08.07.2016 - 17:36:37
Comissão de Anistia reconhece perseguição política à Margarida Maria Alves

A Comissão de Anistia, ligada ao Ministério da Justiça, aprovou na última quarta-feira (6), a condição de anistiada política post-mortem a Margarida Maria Alves, líder sindical rural assassinada em 1983, em frente a sua casa em Alagoa Grande, Paraíba.

Margarida Alves presidiu o sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, de 1967 até 1983, quando foi assassinada. Lutou pelos direitos dos trabalhadores do campo, como jornada de trabalho de oito horas, carteira assinada e 13º salário. Ela foi assassinada por um matador de aluguel, a serviço dos usineiros da região.

O relator do caso na comissão, conselheiro Virginius Lanza entendeu que houve perseguição de natureza política a Margarida Alves, assim como a outras lideranças camponesas, casos de Francisco Julião e Maria Elizabeth Teixeira, viúva de João Pedro Teixeira, que teve sua história contada no documentário "Cabra marcado para morrer", de Eduardo Coutinho.

Os filhos de Margarida terão direito a uma prestação mensal de R$ 1,7 mil e um retroativo — montante acumulado durante os anos de perseguição, cerca de R$ 181 mil.


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