28.01.2011 - 12:53:34
Fetag entrega a secretários documento com 62 propostas para população rural da Paraíba
Propostas da Fetag-PB para o Governo do Estado

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) entregou aos secretários e dirigentes de órgãos vinculados à agricultura do estado, no dia 27 de janeiro, documento com 62 propostas para as principais demandas da população rural da Paraíba. O encontro realizado no auditório da entidade, em João Pessoa, teve como objetivo reforçar a parceria já existente entre o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) e o Governo do Estado a fim de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras rurais paraibanos.

Participaram da reunião os secretários do Desenvolvimento da Agricultura e Pesca (Sedap), Marenilson Batista; executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo; executivo da Agropecuária e Pesca, Rômulo Montenegro; os presidentes do Interpa, Nivaldo Magalhães; e da Emater, Geovanni Medeiros; o diretor da Emepa, Wandrick Hauss de Sousa; gestor do Cooperar, Roberto Vital; e o ex-deputado Chico Lopes representando a Aesa.

O presidente da Fetag, Liberalino Lucena, explica que o documento foi construído com a colaboração dos 211 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o Estado, representado pela entidade. “Nele, apresentamos os principais problemas enfrentados pela população rural da Paraíba nas áreas da educação, saúde, infraestrutura, reforma agrária, segurança pública, alimentar, e hídrica, entre outros. Nossa expectativa é reforçar a parceria já existente com o Governo do Estado e contribuir, no sentido de melhorar, efetivamente, a vida destes homens e mulheres que vivem no e do campo”, destacou Liberalino.

Segundo o secretário do Desenvolvimento da Agricultura e Pesca, Marenilson Batista, a reunião vem de encontro com o interesse do governador Ricardo Coutinho que é de estabelecer diálogos de construção participativa de políticas públicas. “Não vamos abrir mão do diálogo permanente, do debate, da construção, de escutar as demandas e atender o que for possível. Umas das nossas primeiras ações foi a de estabelecer um coletivo da Agricultura, formado pela Sedap e todos os órgãos a ela vinculados no sentido de garantir que as políticas públicas aconteçam. Também vamos buscar a intersetorialidade junto as outras secretarias, como Segurança Pública, Saúde, Educação, facilitando e contribuindo com o acesso dos trabalhadores e trabalhadoras rurais à elas”, destacou Marenilson.

Quanto às propostas entregues pela Fetag, o secretário executivo da Agricultura Familiar, Alexandre Eduardo, afirmou que o documento será um guia e que, inclusive, alguns pontos já estão sendo executados. “Aqui estão os nossos anseios. Entre as iniciativas já tomadas, o próprio governador já anunciou que as sementes utilizadas na Paraíba serão produzidas no próprio estado, numa parceria com a Emepa, Embrapa e os agricultores familiares ”, disse o secretário executivo.

Entre vários pontos destacados como importantes, Alexandre Eduardo falou sobre a violência e a educação no campo. “O estado tem que garantir nossa integridade. Quantas famílias estão deixando o campo por não ter mais a segurança, porque são assaltadas, e a criminalidade e as drogas tomaram conta da zona rural”.

Sobre a educação, o secretário executivo defendeu uma mudança no currículo das escolas da zona rural, que precisa se adequar à realidade que as pessoas vivem no campo. “O futuro do campo é a juventude. Mas como teremos agricultores familiares daqui a quarenta anos se os jovens estiverem totalmente desiludidos com o campo. Como mudar essa realidade se a escola rural e os livros ensinam que tudo que é bom está na cidade e que o campo é sinal de atraso. Não valorizam a cultura e o saber do seu povo. Não ensinam que mesmo no campo se pode ter acesso as melhores tecnologias, tratores e cultivadores puxados pelos melhores bois. Temos que ter no campo, os centros de integração virtual de acesso ao computador, à internet, e as tecnologias da informação. Também podemos ter as melhores televisões e peças de teatro. O campo tem que deixar de ser sinônimo de atraso”, concluiu Alexandre Eduardo.


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