25.05.2012 - 10:27:48
Grito da Terra Brasil dá início às negociações e mobilização está marcada para próxima semana (30)

As negociações do 18º Grito da Terra Brasil tiveram início nesta semana (20), em reunião entre Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Diretoria da Confederação dos trabalhadores na Agricultura (Contag) e Federações dos Trabalhadores na Agricultura (Fetags).

A Fetag estará participando da mobilização, que acontecerá na próxima quarta-feira (30), em Brasília, com uma comissão composta por 52 representantes de todo o estado.

Os principais pontos a serem tratados este ano pelo Grito da Terra dizem respeito à regularização fundiária, a desapropriação de áreas para assentamentos, a valorização e o fortalecimento da agricultura familiar, com mais recursos para o Pronaf, assistência técnica, seguro e apoio à comercialização via o PAA e o PNAE.

Para Alberto Broch, presidente da Contag, é preciso avançar nas políticas do Plano Safra da Agricultura Familiar e na reforma agrária, que são necessárias para o país. “Vamos depositar toda nossa energia para que possamos dar um passo significativo na reforma agrária, e acredito que neste GTB possamos fazer uma boa negociação”, afirmou o presidente. Ele destacou também que a seca no Nordeste e no Sul precisa de medidas emergenciais, pois se trata de calamidade pública. Além disso, Alberto tocou na questão da representatividade sindical e seus vínculos na execução das políticas públicas no campo a serem negociadas junto ao governo.

Carmen Foro, secretária de mulheres da Contag, reafirmou a necessidade de apostar  na reforma agrária e na agricultura familiar para enfrentar a fome e a pobreza. “A agricultura familiar é rica e tem potencial para ajudar a transformar esse país”, afirmou Carmen.

A importância do 18º Grito da Terra Brasil foi destacada na fala do ministro Pepe Vargas: “a pressão da mobilização faz com que tenhamos que trabalhar com rapidez. Vamos trabalhar com dedicação para atender ao máximo a pauta de reivindicação do Grito da Terra". E concluiu: “queremos que a agricultura familiar seja forte para gerar renda e trabalho no campo. Afinal, quem produz a maioria dos alimentos consumidos pela sociedade é a agricultura familiar”.


História do Grito - Trata-se do principal evento da agenda do movimento sindical do campo, reúne milhares de trabalhadores e das trabalhadoras rurais de todo o país em Brasília. O Grito da Terra Brasil é uma mobilização promovida pela Contag e apoiada pelas Fetags e pelos STTR’s e possui um caráter reivindicatório. É por essa razão que a manifestação pode ser considerada como uma espécie de data-base dos agricultores familiares, dos trabalhadores sem-terra e dos assalariados e das assalariadas rurais brasileiras.

O primeiro Grito da Terra Brasil foi organizado em 1995 e teve como saldo imediato a criação de uma linha de crédito no valor de R$ 1,5 milhão para a agricultura familiar. Desde então, as Fetags também promovem os Gritos da Terra Estaduais, que negociam com os governos estaduais a pauta de reivindicações dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais.

A série de dez Gritos da Terra Brasil rendeu importantes conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras rurais, a exemplo da criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); da desapropriação de cerca de mil áreas que já beneficiaram mais de 80 mil famílias; da concessão de cerca de 500 mil benefícios previdenciários rurais represados no INSS; e da melhoria das condições de trabalho dos assalariados e das assalariadas rurais. O aumento sucessivo dos recursos do Pronaf é resultado direto das negociações da Contag com o governo federal durante as mobilizações do Grito da Terra Brasil.

A pauta do Grito da Terra Brasil é ampla e reúne reivindicações relativas às políticas agrícolas (assistência técnica, crédito), à reforma agrária (desapropriação de terras e criação e manutenção de assentamentos), às questões salariais (cumprimento e ampliação das leis trabalhistas) e às políticas sociais (saúde, previdência, educação e assistência social). A mobilização também defende os interesses das mulheres trabalhadoras rurais e da juventude rural.

O Grito da Terra Brasil se transformou em instrumento de fundamental importância para a implementação do projeto alternativo de desenvolvimento rural sustentado (PADRS), desde sua formulação e após sua aprovação, em 1998.


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