15.10.2015 - 11:36:01
Lideranças dos Vales de Princesa Isabel, Espinharas e Piancó discutem o aliciamento de trabalhadores

Dando continuidade a uma parceria existente com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), e Polícia Federal (PF), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB), realizou no último dia 7, em sua sede de Patos, uma reunião com os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais das regiões do Vale de Princesa Isabel, Vale das Espinharas e Vale do Piancó, com o objetivo de discutir o combate ao aliciamento e transporte irregular de trabalhadores assalariados rurais para o corte de cana na região Sudeste do país, sobretudo para os Estados de São Paulo e Minas Gerais.

A Fetag, por meio de sua Secretaria de Assalariados, vem intensificando junto aos Sindicatos a ela filiados, o compromisso com o combate ao aliciamento de trabalhadores rurais. “Há pelo menos dois anos, vimos discutindo com a nossa base estratégias para coibir a saída dos trabalhadores de forma irregular e mostrando também quais são os meios e os contatos para acionar as autoridades públicas. O objetivo é conscientizar o trabalhador para que não saia da Paraíba para outros estados sem estar legalizado, e corra o risco de quando chegar lá, trabalhar semi-escravo ou escravo. Que ele saia daqui com os exames feitos, com a carteira de Trabalho assinada, e informado ao MTE onde está indo, garantindo assim, que ao fim do seu contrato de trabalho, esteja voltando para a sua família”, explicou o secretário de Assalariados da Fetag-PB, João Lau.

Campanha Nacional - Em outubro de 2014, a entidade em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) – 13ª Região lançou, uma Campanha Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo. Um vídeo com a temática foi veiculado nas televisões de todo o País.

A campanha visa orientar os trabalhadores sobre seus direitos e evitar que aceitem qualquer tipo de emprego. “A gente sabe que existe o trabalho escravo porque existe o aliciamento. Na Paraíba, que tenhamos conhecimento, não tem trabalho escravo. Mas o aliciamento sim. Temos regiões que saem caravana de 15, 20 ônibus para São Paulo e nossa preocupação é fazer com que esses trabalhadores que saem da Paraíba, eles saiam com carteira assinada, sabendo qual a empresa que vai trabalhar, quais os direitos que eles têm”, afirmou Liberalino Lucena, presidente da Fetag, destacando que a preocupação é a promessa de empresas que aliciam pessoas para fora do Estado de origem.


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