07.03.2017 - 12:22:22
Trabalhadoras Rurais lutam contra a Reforma da Previdência em atos em Alagoa Nova e JP

No dia em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado da Paraíba (Fetag-PB), e os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais  (STTRs) paraibanos, se somam as agricultoras do Polo da Borborema e marcham contra a retirada de direitos, sobretudo das mulheres Trabalhadoras Rurais, proposta pelo Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 287, que trata da Reforma da Previdência Social. A “VIII Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia” acontecerá nesta quarta-feira (8), em Alagoa Nova.

Neste dia, as mulheres marcharão ainda pelo fim da “cultura do estupro”, termo usado para apontar comportamentos que silenciam ou relativizam a violência sexual contra a mulher, atribuindo à vítima a culpa pelos crimes. A Fetag-PB será representada por sua 1ª secretária de Mulheres, Maria de Lourdes Costa, pela 1ª secretária da Terceira Idade, Maria Adelino da Silva; e as conselheiras de Mulheres, Maria Ednalva e Wilma Farias. Também participarão do evento uma comitiva de mulheres dos STTRs de vários municípios vizinhos.

Tendo como lema a célebre frase da líder sindical paraibana Margarida Maria Alves, “É melhor morrer na luta do que morrer de fome” – as Trabalhadoras Rurais, Agricultoras Familiares lutam pelo que vem sendo considerado um dos maiores retrocessos contra os direitos das mulheres do Campo, se aprovada a PEC 287, que exige mais 10 anos de trabalho da mulher Trabalhadora Rural para conquistarem sua aposentadoria. Pelo sistema vigente, elas se aposentam com 55 anos.

“Essa é uma das maiores violências que podem ser cometidas contra as mulheres, principalmente contra as Trabalhadoras Rurais, que começam a trabalhar, na sua grande maioria, ainda crianças, sob o sol forte, neste clima quente que nós temos, e ainda lutando para sobreviver com a seca. A mulher do Campo cuida do roçado dos pais e depois para o marido e os filhos, cuida da casa, da família, de parentes idosos, e ainda dos bichos, como: galinhas, porcos, etc”, afirma a secretária de Mulheres da Fetag-PB, Maria de Lourdes Costa.

A expectativa do Polo da Borborema e a AS-PTA, organizadores do evento, é reunir cerca de 5 mil agricultoras e trabalhadoras rurais. As participantes se concentrarão a partir das 8h, no Parque Manoel Pereira, no Bairro Mário Lima. No palco montado no local, haverá animação e acolhida às caravanas, além da apresentação de uma peça “Zefinha não tem culpa!”, encenada pelo Grupo de Teatro Amador do Polo da Borborema. Por volta das 10h, a marcha deve ganhar as ruas da cidade com destino à Praça João Pessoa, próximo à Igreja Matriz de Santa Ana, no Centro.

A cirandeira pernambucana Lia de Itamaracá fará o show de encerramento do evento e a animação antes da caminhada. Na Praça João Pessoa, haverá a tradicional feira com a exposição e comercialização de produtos e experiências de mulheres agricultoras, com espaço para hortaliças, frutas, sementes, mel, artesanato e uma variedade de produtos da agricultura familiar.

Em João Pessoa - Este será o primeiro Dia Internacional da Mulher pós golpe no Brasil e a “Parada das Mulheres” pretende chamar a atenção da sociedade para várias demandas políticas pautadas mundialmente pelas mulheres. O ato acontecerá a partir das 7h, no Ponto de Cem Réis, em João Pessoa.

A “Parada de Mulheres” é parte de uma convocatória global para uma Greve Internacional de Mulheres, chamada por ativistas de todo o mundo, em especial pelas mulheres argentinas e pelas norte-americanas Nancy Fraser e Angela Davis. O movimento ganhou adesão de vários lugares do globo e grandes atos já estão confirmados em cerca de 40 países. Aqui no Brasil, mulheres de várias cidades têm se reunido em assembleias e se preparado para a Greve neste 8 de março.

Na ocasião, a Fetag-PB será representada por sua 2ª secretária de Mulheres, Ivanete Leandro, a secretária de Jovens, Iara Enéas, e as diretoras Ozanira Cunha (Riachão), Valdirene (Rio Tinto), Raminha (Mamanguape), e Maria de Jesus (Itapororoca).

A Greve Internacional de Mulheres tem como proposta central a ideia de convocar todas as mulheres do globo para paralisarem suas atividades onde estiverem, seja nos postos de trabalho, nas fábricas, ou mesmo em casa (interrompendo o trabalho doméstico).

O movimento convoca as mulheres a aderirem ao movimento da maneira que puderem, seja através da paralisação, do engajamento na participação nos atos, do ativismo nas redes sociais ou mesmo da utilização de roupas e adereços simbólicos, especialmente de roupas de cor roxa ou lilás, que são as cores emblemáticas do movimento.

Além do ato na Capital, mulheres de outras cidades paraibanas também integrarão a Parada de Mulheres em suas regiões. Estão confirmados atos nas cidades de Alagoa Nova, Cajazeiras, Guarabira, Araçagi e Piancó, Pombal e Picuí.


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